sábado, 20 de agosto de 2011

Verbos e signos

Um Ariano,impulsivo, decidiu fazer uma casa. Independente de tudo, ele decidiu que faria de qualquer jeito. Seu nome era Sou. Com sua energia exuberante - Sou é muito enérgico, e com seu tom afirmativo, conseguiu um cara do signo de Touro, chamado Quero.

Quero, muito afetuoso, recebeu bem o projeto de Sou e aceitou participar por que viu que era possível realizá-lo. Então, Quero dedicou-se obstinadamente a colocar em prática o projeto da casa.

E a casa começou a crescer sob a liderança de Áries e a objetividade, dedicação e paciência, do Touro, que almejava uma casa bela, porém, muito sólida e que durasse toda a vida. Por conhecer seu espírito possessivo, é que Touro sabia que, depois de estar fixo ali, ele dificilmente mudaria para outra casa.

Um dia surge um sujeito chamado Penso, do signo de Gêmeos. Muito comunicativo, ele chegou ao Sou e ao Quero perguntando sobre tudo: a casa, eles, o projeto e etc. Logo demonstrou interesse em morar com eles e trabalhar na casa, dizendo-se muito adaptável e apenas um pouco disperso e avoado. Os outros aceitaram sua adesão e com o tempo notaram que ele não pegava muito no martelo, mas era muito inteligente e preferia o trabalho intelectual, ficando assim, encarregado dos cálculos e desenhos do projeto.

Uns dias depois, o Penso sugeriu aos outros que uma amiga do signo de Câncer fosse morar e trabalhar com eles. Penso alegou que precisavam de uma Canceriana para zelar pela casa e sua conservação. Também pelo fato dela ter aguçado instinto maternal já iria protegê-los também. Todos gostaram da idéia de ter mãe sensível e diligente dentro de casa e ela foi aceita. Seu nome era Sinto.

Outro dia, o vizinho do lado veio se apresentar. Os quatro já sabiam de sua fama de pessoa honrada e nobre. Seu nome era Ouso e era do signo de Leão. Ele ficou todo orgulhoso quando soube que os vizinhos tinham boas referências dele. Na verdade, ele veio procurar os vizinhos para presenteá-los com quadro pintado por ele mesmo - o leonino é muito criativo; para que decorassem a casa quando ficasse pronta. Assim, Ouso deu provas de que era muito generoso. Os quatro notaram uma disposição e uma atividade muito grande no seu jeito de se comportar e resolveram convidá-lo para ajudar na construção da casa. Ele juntou-se ao grupo e logo tomou uma posição de dirigente, assumindo o comando das obras de uma forma um tanto autoritária.

Na semana seguinte, todos estavam trabalhando quando apareceu um sujeito do signo de Virgem, chamado Analiso. Ele se aproximou da casa e ficou observando detalhadamente. Começou a fazer, em voz alta, uma analise meticulosa da obra, revelando acentuado espírito crítico. Falou que os tijolos estavam mal assentados, que a argamassa era ruim, que as peças prontas estavam mal pintadas, etc. Sempre criticando, entrou na casa semi construída e começou a botar as coisas organizadamente em seus devidos lugares. Assim fazendo, colocou mais ordem no canteiro de obras. A principio, todos se indignaram com sua intromissão, principalmente o Ariano que quis expulsá-lo dali. Porém, o Geminiano Penso sugeriu que esse seu espírito crítico poderia ser de muita utilidade para a conclusão perfeita da obra. Todos concordaram e resolveram convidá-lo para participar da construção da casa. Ele aceitou. Com o tempo os outros descobriram que ele era muito serviçal e, assim sendo, trabalhava com afinco em suas funções.

Um dia depois, houve uma grande discussão entre Sou e Analiso. Sou queria pintar o muro de vermelho vivo e o Analiso saltou, dizendo que isso iria espantar até o carteiro. Então, estourou o maior bate-boca. O Sou se exalta e briga facilmente, e o Analiso é muito nervoso!

Nisso, surgiu uma mulher muito bela, chamada Equilíbrio, do signo de Libra. Com muita diplomacia, aproximou-se dos dois e pediu que tivessem calma. Falou que se mantivessem uma conversa equilibrada, chegariam a um ponto comum, que se harmonizaria com seus anseios individuais. Cantou-lhes uma canção que falava em justiça - revelando-se uma artista; e fez um alerta que todos os outros também iam escolher a cor do muro e, portanto, discutiam sem necessidade e sem reconhecer o direito dos que trabalhavam com eles. Todos gostaram muito de sua intervenção e convidaram-na para construir a casa com eles. Ela ficou muito indecisa em aceitar ou não, mas acabou ficando, movida por seu espírito de cooperação.

Alguns dias se sucederam até que, uma tarde, um homem do signo de Escorpião, chamado Calo, aproximou-se da casa e de forma incisiva veio falar com o Ariano Sou, supondo ser ele o líder do grupo, que queria trabalhar com eles. Sou perguntou qual a atividade dele. - Cirurgião, respondeu ele. Também estudo ocultismo e psicologia. Porém, ando sentindo necessidade de trabalho mais braçal para descansar minha cabeça. Como moro aqui na frente e observo vocês, resolvi trabalhar nesta casa também.

Sou, Quero, Penso, Sinto, Ouso, Analiso e Equilíbrio reuniram-se e aceitaram que ele participasse. Com o tempo, Calo introduziu noções de Arqueometria no projeto arquitetônico da casa e transformou completamente a idéia inicial dos que fizeram este projeto. Também se tornou o administrador da casa e reorganizou tudo outra vez. Calo era um sujeito frio e silencioso, procurando se envolver principalmente com Equilíbrio. Na verdade, Calo se aproximou do grupo por que nutria uma paixão intensa pela Bela Equilíbrio e não hesitou em mentir a razão de uma aproximação, por que para ele somente interessava estar perto dela. Não importando os meios que tivesse que usar para realizar seu desejo. Tinha um ciúme feroz de Sou, com quem a Libriana mantinha relações superficiais.

Numa terça-feira cheia de sol, uma amiga de Penso veio visitá-lo. Seu nome era Vejo e o seu signo, Sagitário. Era uma pessoa muito alegre e expansiva, vindo logo beijando e abraçando a todos. Usando tênis e abrigo, parecia uma pessoa muito esportiva e feliz. Quando viu o trabalho que eles estavam fazendo, ficou empolgada e começou a elogiar o valor de uma vida em comunidade, de um modo um tanto exagerado. Falou a todos, de uma maneira filosófica e até profética, que mais importante que terminar a casa era o crescimento interior de cada um, pela convivência com os outros; e que deveriam submeter-se a leis e dogmas que preservassem vida comum, senão a sociedade poderia se desestruturar. Revelou-lhes depois que sua aspiração é poder levar uma vida livre e verdadeira, sem limitações de qualquer espécie, entre pessoas que não toleram trapaça e falsidade à sua volta. Terminou dizendo que tinha muita confiança em si mesma e que conseguiria isso algum dia. Penso e os outros convidaram-na para ficar com eles e empregar seus dogmas de boa convivência. Vejo aceitou ficar, principalmente por ser uma nova aventura em seu caminho.

No mesmo dia, à tarde, um sujeito que passava sempre sozinho pela rua, usando uma roupa escura e com ar sombrio, veio fazer uma proposta ao grupo. Apresentou-se pelo nome de Uso e pelo signo de Capricórnio. Disse que andou raciocinando sobre o trabalho deles e achava que deveriam construir essa e outras casas, para terem lucro e poderem morar, futuramente, com mais comodidade. Disse que havia calculado tudo muito bem e, por ser responsável e disciplinado, poderia dirigir novos empreendimentos. Todos o acharam muito ambicioso e negaram a sua sugestão. Sinto sugeriu que ficasse para trabalhar nas condições deles. Por que sua intuição lhe dizia que a firmeza e vitalidade de Uso poderiam ser de grande valor entre eles. Uso, muito desconfiado daquela proposta, foi prudente, mas aceitou. Apenas não revelou que era radical na sua idéia de fazer novas casas e, através da intimidade com todos, esperava impô-la lentamente.

Um sujeito chamado Sei, do signo de Aquário, veio onde todos trabalhavam à procura de Ouso. Era um sujeito tranqüilo, vestido de maneira excêntrica . Quando chegou no grupo, encontrou Penso dizendo estar com dificuldades no cálculo do projeto. Sei prontamente ofereceu-se para ajudá-lo. Mostrando-se sábio e altruísta, fez todo o trabalho para o outro. Ouso conhecia seu espírito humanitário e fraterno e ficou muito feliz com sua visita. Em nome dos outros, convidou-o para ficar ali e ajudá-los na construção. Isento de preconceitos, ele falou que qualquer função lhe serviria, faxineiro ou projetista. Disse que era muito dinâmico e, por isso, renderia bastante no trabalho. Disse ainda que era uma pessoa muito livre e desapegada e que essa convivência iria ser muito importante, pelo fato de ele precisar disciplinar essa liberdade. Com o tempo, descobriu combinações incríveis de cores e móveis, demonstrando um espírito original e revolucionário e um senso estético muito evoluído. Era, integralmente, um sujeito muito avançado.

Analiso, um dia, consultou a todos sobre a possibilidade de convidar um amigo para morar com eles. Disse que era um sujeito chamado Creio, do signo de Peixes. Segundo Analiso, Creio era uma pessoa muito calma e religiosa. Todos aceitaram e ele veio. Quando chegou, mostrou-se muito simpático e compassivo para com Ouso, que tinha se machucado. Mas, principalmente era crédulo e impressionável, por que levou a sério quando Ouso disse que um caminhão havia passado no seu dedo, por isso, a ferida. Todos riram do seu ar compreensivo e ele, humildemente, reconheceu sua credulidade simplória. Acabou ficando com eles e nunca mais apareceu outro morador. Só eles doze; seus nomes, seus signos e os planetas que os regem, respectivamente, são:

Sou - ÁRIES
Quero - TOURO
Penso - GÊMEOS
Sinto - CÂNCER
Ouso - LEÃO
Analiso - VIRGEM
Equilíbrio - LIBRA
Calo - ESCORPIÃO
Vejo - SAGITÁRIO
Uso - CAPRICÓRNIO
Sei - AQUÁRIO
Creio - PEIXES

do SiTE:http://www.visaoholistica.com.br/esoterismo.htm

domingo, 24 de abril de 2011

Eco

Eco, uma ninfa dos bosques e das fontes, era de uma tagarelice irrefreável. Ia sempre ao Olimpo, a pedido de Zeus, para distrair Hera com sua conversa enquanto o rei dos deuses e dos homens dava suas voltinhas entre os mortais (ou melhor, entre as mortais). Hera, porém, acabou descobrindo o ardil e puniu a pobre ninfa tirando-lhe o dom da fala e condenando-a a repetir apenas as palavras que ouvia dos outros.

Sempre vejo pelo contador de visitas que quase todo dia alguem entra aqui no nosso blog,
diga alguma coisa, deixe seu comentario
assim nos alimentaremos e teremos entusiasmo
pra continuar escrevendo.

SiC

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Me perdendo…

 

Sempre que viajamos ,me deixo levar por meu senso nao tao apurado de orientaçao, via de regra acabo pegando o caminho errado,isso ja ate virou folclore.
Mas esses caminhos errados ja me renderam belas paisagens,
novos amigos,sons e sabores.
Experiencias sensoriais que talvez eu nao tivesse de outro modo.
e pra justificar sempre  uso a frase…
“mais importante que chegar é o caminho que se faz.”

Semana passada viajei, sozinho, cheguei rapido ao destino,sem contra tempo,nem rota ou desvios errados,fiz o caminho que ja conhecia, no caminho pensei…
Sempre que viajo com minha neguinha erro o caminho ,me perco
mas a vida nao é assim ,uma viagem,uma viaegm que ninguem quer chegar logo no destino e que de preferencia seja longa, cheia de boas experiencias e paisagens.Sao Francisco do Conde 066

Conclusao: as vezes está com alguem que nos faz feliz ,deixa a vida ,a viagem divertida e inesperada ,
despreocupados nem ligamos muito pro caminho ,o importante é a viagem, entao quem tem pressa de chegar…
Que o porto fique cada vez mais distante, navegar é preciso…
SiC.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Sítio do Conde - Siribinha

Delícia de lugar.
Delícia de Viagem.

Como chegar em Siribinha:


De Salvador, segue-se pela Estrada do Coco e Linha Verde (BA-099), até o município de Conde, a 180 km de Salvador. Daí será preciso percorrer mais 10 km até Sítio de Conde e seguir por uma via de terra sentido norte por mais 12 km até Siribinha. O caminho beira o mar e passa por belas paisagens de dunas, manguezais, lagoas e coqueirais. Mas atenção, por ser muito próxima à praia, a estrada é arenosa, mas permite passagem de carros pequenos.






Mais fotos com fotos do Conde em:

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Recomeçando em 4 atos.




Demorei é verdade, mas estou aqui. Não desejei Feliz Natal nem feliz 2011 e já venho aqui " sentar o pau" na Globo. Só ele mesmo pra me fazer sair desse marasmo "bloguístico" (suspiros!).

Me senti meio usada, sabe como é? Quando alguém para chamar sua atenção, para atingir um objetivo usa o nome do seu objeto amado? É mais ou menos isso.

Fazem uma minissérie qualquer que fala de relacionamentos, põe uma musiquinha de fundo e pronto. Tem -se uma obra baseada em Músicas de Chico Buarque. Sei que muita gente vai discordar de mim, que vai encontrar até relação entre as histórias e as letras das músicas em questão. Mas "bato o pé". Pra mim "Construção" nunca vai ter nada a ver com " Ela faz cinema".

A gente ouve a música, faz nossas projeções e querem bagunçar tudo e dizer que é muito legal. Sei que falando assim pareço muito conservadora. Mas por favor, "Construção" ali passou longe. Bem longe.

Mas vou relevar porque isso é bom para o artista, dá uma graninha e promove o nome. Nossa juventude precisa mesmo saber sobre esse Holanda e quem sabe um dia começar a ter ouvidos pra escutar.


Andreia Pinto






terça-feira, 23 de novembro de 2010

Inspiraçao

 

To sem inspiraçao, foi o que ela disse quando eu pedi apenas que sugerisse um titulo pra esse post…

Poxa deve estar mesmo, nem pra um titulo qualquer, pra me desafiar ela se aninou, alimentando minhas neuras podia imaginar mil coisas sobre isso.

Mas melhor apenas pensar..ahh o vinho está bom a musica interessante e eu aqui perdendo tempo tentando criar um post quando deveria ta dando atençao a minha neguinha…

SiC.

Obs: o titulo foi sugestao dela.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Tudo calmo no Front Ocidental

Essa frase termina o livro ,Nada de Novo No front,
pra ilustrar que no dia que morreu o personagem principal
ninguem se dava conta do que de fato acontecia nas vidas
dos participantes dessa guerra.

Estava escrita no relatorio de guerra das forças alemas.

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Nao tenho escrito aqui, alias nao temos escrito, ja que isso é uma obra conjunta, tentei buscar a explicaçao do porque dessa falta de intusiamo pra atualizar o blog.
Pensei, falta as grandes emoçoes… esta dando tudo tao certo que
nao vem a inspiraçao, nao vem esse grito silencioso que é o escrever, entao me lembrei dessa frase ahhh esta tudo calmo no front, por curiosidade fui pesquisar a origem dessa frase que é comum repetirmos e nao é que a resposta a pesquisa  me foi um tapa na cara, esta tudo de fato calmo…

Tem uma frase que costumo repetir:
Quando nao reclamo ou brigo é porque me é indiferente.

Acho que devo brigar mais e reclamar mais, pra desmotrar o quanto me é importante pessoas e coisas e com isso deve despertar as grandes emoçoes que inspira escrever…

SiC.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

sexta-feira, 3 de setembro de 2010