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domingo, 15 de agosto de 2010

Na pessoa do Pessoa.


"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te :

Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão..."

Fernando Pessoa

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Modernas Contradições



Meninas querem se vestir como mulheres e as mulheres como meninas.

Dk

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Maio

Já está no final como já diz aquela música do Kid Abelha.


Então, estamos aqui fazendo planos para nosso feriado de São João e para os jogos da copa.Inclusive, aderi a moda de pintar as unhas com cores "alegres"e , mesmo não acreditando que iremos muito longe, aproveitarei o motivo pra fazer o maior carnaval.

Esse tem sido um ano de planos, e por sempre haver planos (Sherazadicamente vivendo), tudo passa muito depressa, as horas, os dias e quando me dou conta, já estamos no meio de 2010.`




Ah e por falar, em "Sherazade", já dei meu presente de dia dos namorados. E estamos deixando toda noite Sherazade "viver"e nos contar mais uma de suas histórias. Está sendo uma delícia ler esse livro "a quatro olhos".



Bom final de semana!!!

domingo, 16 de maio de 2010

Apenas o Fim (2008)



Diálogo bastante sóbrio entre um casal que discute os motivos aos quais chegaram ao fim do relacionamento e suas diferenças, relembrando também os bons momentos vividos juntos. Do cineasta, roteirista e diretor Matheus Souza.

Achei um pouco triste (até chorei), na verdade achei mais triste porque, por não ter sido uma decisão dos dois (na verdade ela quis o fim) .Penso que homens abandonados e /ou traídos, por uma questão de auto estima abalada nunca preenchem o espaço deixado por essa mulher,fazendo daquela que o abandonou "a inatingível " o que é muito ruim para as outras que chegam em sua vida e nunca conseguem compreender certo distanciamento em algumas situações e nunca serão merecedoras de simples gestos de carinhos já depositados por esse outro alguém.

Apenas o Fim é um filme que nos faz pensar em como conduzimos algumas relações em nossas vidas e nos faz repensar no que realmente é o fim, ou apenas um novo começo.

Deka


quarta-feira, 10 de março de 2010

...

Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito."

Clarice Lispector

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Yakisoba com fritas

Hoje na hora do almoço sentei de frente a um fulano com uma cara de maluco e comendo yakisoba e batata fritas.
Às vezes faço umas maluquices assim também, misturo carurú com lasanha, churrasco com sarapatel, e por aí vai... rsrsrs
Mas o que fez pensar não foram esses " Encontros Ecumênicos" como costuma chamar meu namorido, mas como costumamos fazer essas misturas loucas na vida da gente. Amigos, por exemplo, tenho amigos tão diferentes, que jamais poderia fazer uma festa e juntar todos debaixo do mesmo teto. Seria um desastre. Assim como nos pratos gosto de "saboerar" o que cada pessoa tem de bom.
Tem um texto de Oscar Wilde que gosto muito, vou deixar aqui em homenagem a todos meus amigos.

"Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."

sábado, 16 de janeiro de 2010

Quatro olhos...

Agora, ouvindo uma cançao, te olhando... pensei em quantas coisas lindas nossos olhos puderam testemunhar, juntos...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

...

A vida seria muito mais simples se dedicássemos alguns segundos em determinadas situações e nos colocássemos na posição do outro...

domingo, 10 de janeiro de 2010

Ai meu Deus...

Agora mais essa, o ponto G não existe.
Ainda bem, porque afinal nunca consegui encontrá-lo. Ou será que consegui?
Sei lá. Pra mim, ponto G, a gente atinge quando não só vem aquele orgasmo maravilhoso, mas quando atingimos o verdadeiro CLÍMAX, que normalmente não se dá apenas com a união dos corpos...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Recomeço...



2010 Começa na maior maré mansa por aqui...


O jeito é tentar colocar as coisas no seu devido lugar.


Já saiu a lista de horários das matérias do próximo semestre e pra mim ficou uma bosta. Tenho que ficar segunda, quarta e sexta o dia inteiro na faculdade se quiser passar o semestre.


Dureza!!!

É Hora de arrumar a "casa".


* Fotografia encontrada em http://omeusonholindo.zip.net/images/1OLHANDO_MAR.jpg

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

As primeiras flores.


Não vou dizer que apenas as primeiras flores são inesquecíveis. Pelo menos não para a maioria das mulheres comuns, como eu. Lembro de todas as (poucas) vezes. E em nenhuma delas recebi o mimo de alguém que gostasse (posso tirar o de uma amiga desse bolo).

É uma sensação muito esquisita receber flores de quem você não tem nenhum tipo de interesse, é a atitude certa na pessoa errada.

A minha primeira vez (que recebi flores claro!) aconteceu quando eu tinha 16 ou 17 anos e fui surpreendida com aquele lindíssimo bouquet de rosas, lembro que fiquei tremendo e nervosa. Daí liguei e disse a clássica frase:
- Adorei as flores. Lindo cartão. - e não mais nada a dizer-.
Você se sente péssima porque sabe que ele é um fofo, seria um ótimo namorado,mas... não dá, não desce. A amizade continua. Ou não.
No nosso caso, a amizade não continuou, pois ele não era da minha cidade e voltou pra sua. Muitos anos depois, o vi aqui em Salvador, num shopping com uma mulher, pelo que vi era sua noiva. Uma loira bonitona. Fiz que não vi, sei lá fiquei meio constrangida.

E Hoje me pergunto se ele manda flores tão bonitas pra ela quanto aquelas que um dia mandou pra mim, sem nem ao menos ter merecido.





quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A fantástica fábrica de ilusões


Até mesmo em anúncios de apartamentos já vemos a mais nova promessa do marketing atual. A compra da felicidade.
Esse tipo de apelo marketeiro sempre me lembra a música "Ouro de Tolo"de Raul Seixas, porque fico me imaginando num desses apartamentos com a tal boca escancarada esperando a morte chegar e não vejo muito essa cena como o meu ideal de felicidade.
Meus sonhos de futuro tem mais a ver com "Eu quero uma casa no campo"da Elis (na verdade preferia perto da praia com um quintalzinho pra plantar algumas coisinhas.. Mas esses sonhos não teriam muito sentido sem as outras coisas, que o dinheiro não traz (por favor, não estou fazendo apologia ao modo de vida franciscano).
No último fim de semana assisti ao filme "Veronika Decide Morrer"e fiquei pensando sobre a depressão, como as pessoas que sofrem desse mal não tem controle sobre suas próprias sensações. Deve ser horrível se sentir triste sem saber porque. Acho que sofro da sua versão oposta, pois tenho uma tendência a me sentir muito bem. Ver meus entes queridos bem, dar uma corridinha, comer uma coisa gostosa, ler um bom livro , tomar um chopp ou um vinhozinho, ver o sol cedinho ou ver o por do sol, me provoca indescritível sensação de felicidade e satisfação.
Sei que sou apenas mais uma no meio de tantas promessas, de tantas tentativas de comprar e vender ilusões. Produtos milagrosos de beleza ( que confesso às vezes me deixar enganar), outros que prometem bem estar e vida longa e outros que fazem acreditar que terá os melhores últimos dias de sua vida.Daí, inconscientemente e acreditando e precisando acreditar, a gente vem e se vende um pouquinho também, se vende como a melhor filha, amiga, irmã. A mais inteligente e a melhor de todas as namoradas.




De tempos em tempos, penso em alguns desses aspectos e começo a me questionar sobre o que realmente importa.

Pra mim, o importante é estar bem. E estar bem, acredite, pode ser muito simples.

Viver de ilusão, acho que não. Mas pescar um pouquinho de vez em quando não faz mal pra ninguém.

domingo, 8 de novembro de 2009

Tola demais...

Sei que sou meio tola de achar o que é tão simples, tão prosaico. Tão maravilhoso, tão único.
Achar que isso é felicidade.
Acho que sou boba mesmo, alienada.
Sentar com os amigos, dar risada de bobagens, tomar cerveja, ter uma família, ter um amor, ter sonhos, ter um caminho.
Às vezes vinho, curtir esse amor, admirá lo mesmo depois de algum tempo...
Mais cervejas, mais amor, mais família, mais amigos, mais sonhos...
Ser feliz.

sábado, 17 de outubro de 2009

O mundo é portátil pra quem não tem nada a esconder.

Ainda estou nma fase da vida que acredito que a sinceridade e o diálogo aberto é um meio de resolver situações embaraçosas (pelo menos com as pessoa que amamos). Não falo daquela sinceridade cruel. Claro que tudo tem a melhor forma de ser dita.
Ainda acredito que o amor verdadeiro é aquele que envolve amizade e companheirismo .Claro que não vou dizer que sexo não é importante aos vinte e alguns, mas certamente isso não terá a mesma importância com o passar dos anos.
Acredito na beleza da vida.
Que existem boas pesoas.
Ainda há esperança.
Deus! (e fé)Obrigada, sou muito feliz assim, deixa eu continuar acreditando em tudo isso.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Vamos vivendo

E não nos damos conta de como exercemos influência na vida de outras pessoas.
Não nos damos conta nem mesmo da importância que temos pra elas.
E uma ou outra vez nem mesmo a importância que cada uma delas tem pra nós.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sobre a arte de viver




É impressionante como criamos ou aumentamos os problemas em nossas vida. Pare e pense um pouco.


Se você soubesse agora que tem apenas 1 mes de vida o que continuaria sendo um problema para você? O que você daria importância?


* Fotografia : Deka (mesmo com controvérsias) rs

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Liberté, égalité, fraternité

Por conviver num ambiente machista de trabalho, não posso generalizar , mas tenho ouvido muito nos últimos dias mulheres dizendo que precisa de um homem com "carteira recheada" (esse é exatamente o termo que escutei).

O mundo já passou por tanta coisa, já evoluiu tanto e em pleno século XXI a gente ainda tem que escutar isso.

Entendo que isso é cultural e certamente as pessoas que dizem isso não tiveram uma mãe como a minha. Não posso dizer sou feminista, aproveito até bem de alguns mimos machistas, como pagar a conta do jantar.


Tive uma criação que me faz abominar esse tipo de pensamento. Fui criada pra me sentir capaz de abraçar o mundo. Fui criada pra desejar um companheiro, não um provedor, pois sou capaz de " andar com minhas próprias pernas.

Penso que esse é mais um argumento de quem quer colocar seu rumo e sua felicidade sob a responsabilidade do outro, pois claro, é muito mais fácil ter quem culpar quando as coisas não saem exatamente como queríamos.

Claro, que dinheiro é bom e importante, não vou ser hipócrita de dizer que não. Mas bom mesmo é aquele que a gente conquista. Ah! e minha liberdade é uma daquelas coisas que Mastercard não paga. Não tem preço.


PS: Fim de semana chegando, fim de reforma, saudade de amigas queridas.Juntando tudo isso = cerveja na certa. rs

Boa quinta

sexta-feira, 31 de julho de 2009

"Cachorro Louco"


*Imagem encontrada no Google

Vinha pensando e filosofando sobre a vida a caminho do trabalho, quando de repente, vejo um cachorro manco vindo correndo em direção a pista. Atravessou de uma vez só a BR 324, hora de pico, sem nem olhar pro lado, sem nem pestanejar. E eu como todas as pessoas que presenciaram a situação ficamos boquiabertos com aquela " atitude". E mais, nada aconteceu a ele.
Esse acontecimento me fez pensar sobre como as vezes estamos em alguma situação e agimos como esse animal, que não tinha noção nenhuma do risco que estava correndo. Estava lá, correndo , totalmente alheio a tudo em volta, ele queria atravessar e atravessou.
Será que se soubessemos o verdadeiro risco de algumas de nossas decisoes conseguiríamos avançar?

terça-feira, 21 de julho de 2009

"MAS O SEU AMOR ME CURA DE UMA LOUCURA QUALQUER"

by Deka


Acabei de ler Paranóias, Delírios e Histerias, blog da Nana e me identifiquei bastante com o post dela (http://noiasedelirios.blogspot.com/2009/07/sin-perder-la-ternura-jamas.html). Não no presente, mas há uns dois anos atrás o meu texto não seria muito diferente. Sentia a mesma frieza, a mesma sensação de nada daquilo aconteceria novamente, a mesma falta de sentimentos. Eu me questionava bastante sobre isso. Parecia que ninguém mais mereceria minha atenção, o tédio chegava rapidamente. Só queria bons momentos, amizade colorida e fim, como ela mesma disse, romance zero.

Não tive desilusões amorosas ou coisa do tipo. Não chamo não dar continuidade a uma coisa que se esperava que desse certo e se acreditava de desilusão. Seria se o objeto do meu amor me deixasse acreditar em algo que não fazia parte dele também, e isso eu não acredito que tenha acontecido. Deu certo o tempo que tinha de durar pra coisa ser legal e deixar boas lembranças. Mas claro que todo relacionamento que temos nos fazem mais maduros e as vezes deixam marcas que nem sempre nos fazem melhores com as outras pessoas ou até mesmo com nós mesmos. Queremos proteger a nós mesmos da dor da perda e da frustração.

Até onde nossas experiências passadas fazem nossos parceiros atuais "pagarem o pato"? Já estive dos dois lados dessa situação e as vezes ainda me encontro em um deles, claro.

O fato é que da mesma forma que algumas pessoas e situações deixam alguns traumas, tem outras pessoas que parecem ter efeito curativo sobre o que isso deixa em nós. E quando pensamos que somos seres privados de afetividade, de romantismo, aparece alguém e nos faz perceber que apenas ficamos mais rigorosos em relação ao que queremos e com quem colocamos em nossas vidas.

Não. Nada mais será como o primeiro amor (seria amor de fato?). Não temos mais a mesma " inocência" e a mesma ilusão. Mas e quem disse que com passar do tempo não pode acontecer algo muito melhor?????

Certa vez alguém me disse que o gostoso é a busca. Pois pra mim, muito mais interessante é o encontro.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Beleza da Vênus



Estive como todo mundo, ouvindo (querendo ou não) sobre o assunto do momento Michael Jackson.
O assunto da entrevista foi o perfil psicológico do artista, baseado no que se sabe de sua vida e o fato dele não aceitar sua própria imagem.
Isso me fez pensar sobre como a nossa aparência afeta nossa personalidade. E não só isso, mas como todos nós veneramos a aparência física.
Até na mitologia pra ser deus é essencial ser bonito. Hefesto é o único deus feio, deus do fogo e da forja.
Tudo que é ruim titulamos de feio e vice-versa. O diabo mesmo, sendo aquele lindo anjo lá da Bíblia , já se transformou naquela figura horrorosa de chifrinhos
O outro ponto deixa uma pergunta.Quantos solteiros bonitos, inteligentes vemos em igrejas e centros de caridade? - Sim, existem mas são tão poucos que são insignificantes. O que se vê, são pessoas, na maioria, com padrão de beleza fora do introjectado pela nossa sociedade. Acredito ser a tal lei da compensação.
A questão da auto-estima é tão relevante que quand0 estamos nos sentindo bem com nossa própria imagem, queremos nos mostrar ao mundo, nos sentimos muito mais confiantes.
A beleza traz sim algumas facilidades.
Eu mesma já me peguei fazendo a seguinte afirmação, quando vi uma criança na praia vendendo queijo:

- Dá pena ver uma menina tão bonita assim, vendendo queijo.

Como se apenas as pessoas feias pudessem passar por esse tipo de situação e as bonitas teriam de ser poupadas disso.

Outro fato que me chamou atenção foi no programa CQC 29/06/2009 no quadro Top Five uma das colocações foi para a Mulher Samambaia, afirmando que sabia que estava ali porque queriam vê-la de biquíni e não por sua inteligência. (http://www.youtube.com/watch?v=otb7rYVVuMk).
È verdade, ninguém quer saber se as gostosas são inteligentes. O problema é que para maioria das pessoas apenas a beleza basta. Então como me tornar atraente não tendo a beleza de uma Vênus?
- Creio que ser inteligente, criativo e bem humorado ajuda muito. E isso a gente vai exercitando ao longo do tempo, e também se aceitando mais(ou acostumando, com aquela barriguinha , aquela celulite ou os poucos fios de cabelo). O processo de auto-aceitação é muito mais complexo e demorado que qualquer outro. Portanto, acredito mesmo que o mais importante é estar bem consigo, pois certamente:

“ Cada ser em si carrega o dom de ser capaz de ser feliz” (Almir Sater)

Deka